29 de jun. de 2009

O Dever (interesse) da Igreja

No dia 07 de junho realizamos o Domingo da igreja Perseguida (DIP) em nossa igreja. Foi muito legal, engrandecedor, principalmente ao saber da história de John Paton, um intrépido missionário que, assim como Elias, orou para que Deus movesse as leis da natureza. Enquanto Elias pediu para que Ele fizesse o sol parar, John Paton pediu que fizesse chover "de baixo para cima", referindo-se a um poço que ele estava cavando no meio de uma ilha, rodeado de água salgada com uma tribo de canibais esperando para devorá-lo se desse poço não saísse água potável. Então, Deus fez chover "de baixo pra cima" assim como fez o sol parar. Em meio a essa história me perguntei: somos tantos cristãos neste mundo, tanta gente que diz que entregaria sua vida por Deus, que largaria tudo para fazer a Sua vontade, que deseja ardentemente que Jesus volte logo... opa, como assim Jesus voltar logo? Não! E eis a questão do problema: tenho a leeeveeee impressão que entre esses milhões de cristãos espalhados pelo mundo, a grande minoria quer que Jesus volte logo. Já ouvi várias pessoas falarem: "ah, Jesus só pode voltar depois que eu me casar!" ou "Não, eu quero que Jesus volte depois que eu terminar o doutorado" ou tantos outros motivos banais quando comparado a viver eternamente com Cristo. Até mesmo a questão do "eterno" faz com que as pessoas não achem a volta de Cristo tão atraente assim, afinal, uma eternidade é muito tempo. O que é que a gente vai ficar fazendo esse tempo todo? Mas entre falar com a boca e com as atitudes, o que mais me doe são os que são falados com as atitudes. Será mesmo que o irmãozinho que é promovido todo ano, que troca de carro a torto e a direita, que usufrui de tudo o que Deus dá (e ele realmente crê que é Deus que dá) vai querer que Jesus volte logo? Não meu querido. Não é interessante porque a eternidade nos soa monotonia. E a nossa vida aqui está muito boa e cheia de emoção. Esses não têm do que reclamar! Pra que gastar dinheiro com missões se não me dá retorno financeiro, embora essa seja a missão suprema da Igreja? É muito caro manter um missionário. Mais caro ainda é manter uma igreja em um local pobre, onde os dízimos e ofertas não dão nem pra pagar a conta de energia do local de culto. A preferência é fazer reformas e mais reformas nos templos, equipá-los com a mídia mais moderna do momento, alcochoar os bancos, condicionar o ar... Aí o irmãzinho pensa: "Já sei! Pra minha consciência ficar tranqüila eu vou dar um real por domingo pra missões. Afinal, o que é um real pra mim não é mesmo?" Irmãos, isso é tão sutil na vida do cristão como um câncer que chega silenciosamente, fica escondido durante anos, e que nós alimentamos com nosso estilo de vida. Esquecemos completamente que Jesus só vai voltar quando o Evangelho for pregado até os confins da terra. Mas, "como crerão, se não há quem pregue?" E eu acrescento mais: " como irão se não há quem sustente?" Pra mim, deveríamos viver em "eminência de volta". Deveríamos viver como se Jesus fosse voltar amanhã. Não no sentido de não ter mais ambição de conquistar o que está ao nosso alcance, de se desfazer de tudo o que temos, não. Mas no sentido de pregar o evangelho COM URGÊNCIA! De orar SEM CESSAR! De CUIDAR do próximo! De AMAR ao próximo. Quer maior prova de amor do que apresentar a Vida e a Esperança a quem não tem? Os valores estão trocados. Não fazemos o que devemos e sim o que nos interessa. Irmãos, nada pode ser melhor que ser liberto desta carne que sempre nos faz pecar e desagradar ao nosso Deus. Assim como nada pode preencher mais o nosso coração do que viver na presença de Deus incessantemente e sem a carne pra nos atrapalhar. Devemos ansiar pela volta Dele. Assim, "os verão como sou visto".

Gabrielle Lins de Souza

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