“Antigamente as coisas eram diferentes!”.
Você já ouviu alguém falar assim? Eu já! Muitas vezes, até mesmo da minha própria boca! Mas na verdade, na verdade, as coisas não eram tão diferentes assim.
No tempo de Jesus, por exemplo, existia a mesma distinção social de hoje: Os ricos, os mais ou menos e os pobres; os “super-espirituais”, os mais ou menos, e os pecadores. Nada tão diferente de hoje, não é? No tempo de Jesus existia o Torá, a Lei de Moisés. Já era tão difícil conseguir cumprir toda aquela lei! Mas os “anciãos” acharam pouco e, além disso, instituíram a Tradição dos anciãos. Eles diziam que essa lei, também, foi instituída por Moisés, mas não foi escrita, foi falada apenas para os anciãos do povo. E aí, passou-se a lei de geração a geração. Certa vez alguns fariseus e escribas repreenderam Jesus por “transgredir a Tradição dos anciãos”. (Mateus 15: 1-6). Eles se referiam aos discípulos que não lavavam as mãos quando comiam. Jesus os advertiu a não “invalidar a palavra de Deus por causa da vossa Tradição”. No entanto, certamente na sua igreja não tem Tradição dos anciãos, não é? Com certeza o seu pastor diz pra você cumprir o que está na bíblia e nada mais, não é verdade? Bom, se é assim, a tradição dos anciãos não existe mais, certo? Errado! Ela existe sim, só que de cara nova. Da mesma forma que existiam regras a parte para você ser “o santo”, hoje também existe. Com certeza se você observar a vida do seu vizinho e perceber que ele vai à igreja todos os domingos, você concluirá que ele é crente. Mas isso ainda é pouco. Se você descobrir que ele toca no ministério de louvor da igreja, você vai ter certeza que seu vizinho é muito crente. E mais ainda, se você observar que ele vai a todas as programações da igreja, você concluirá que ele não é apenas um crente, mais um supercrente! E o pior, o seu vizinho também vai se achar um supercrente! Tudo é tão implícito, tão subliminar, eu diria, que a nossa nova tradição dos anciãos incute em nossas mentes que o meu nível espiritual se mede pela quantidade de atividades que eu participo na igreja, pela quantidade de vezes que eu oro num dia (detalhe: a minha oração tem que ser aquelas que duram de meia hora em diante, porque senão Deus não ouve! E se eu orar em Línguas então...tô no céu!). Mede-se pela quantidade de “Glórias e Aleluias” que profiro durante o meu dia, por quantos adesivos “cristãos” tenho no meu carro, por... eu poderia passar o dia citando quantas leis compõem a nossa nova Tradição dos Anciãos! Se achar crente e salvo por cumprir as nossas leis farisaicas é muito fácil. O difícil é “não invalidar a palavra de Deus”; a nova lei que revogou a antiga: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22: 37 – 39).
O amor tem uma dimensão tão gigantesca que não cabe dentro de quatro paredes. E o amor da nova lei tem 3 direções: Deus, eu mesma, e o próximo. Amar a Deus não é tão difícil assim, afinal Ele é muito bom. Amar-me... bom, aí a coisa fica mais difícil. Na verdade é muito duro ter que amar um pecador, mesmo se tratando de mim mesma. Amar ao próximo? Que é isso! Aí é que eu não amo mesmo! Bom, eu acho que é mais fácil eu continuar cumprindo a minha “velha” e “boa” Nova Tradição dos anciãos!
No entanto, quanto mais se vive nessa vida de “crente farisaico”, mais distantes eu fico de Deus. Afinal, Jesus não andava com os “supercrentes”, ele andava com a ralé, com os humildes, com o pecador. Ele comia com essa gente. Com esse povo que necessitava de graça. Os supercrentes fariseus não precisavam, já que eles não eram pecadores (eles se achavam né?), afinal, a graça é para pecadores. Porque onde abundou o pecado, superabundou a graça. (Romanos 5:20). E, que engraçado, a salvação é pela graça por meio da fé! (Efésios 2:8).
Meus queridos irmãos, não sejamos crentes farisaicos cumpridores de todas as leis possíveis e imagináveis pra ganhar a vida eterna. Vamos cumprir só a que Jesus ordenou que já está de bom tamanho. Se quisermos participar da congregação, vamos fazer isso para Deus e não para os outros ou para nós mesmo. Vamos fazer em “espírito e em verdade” e não “em carne e em mentira”. Nunca se esquecendo que Deus nos ama, aconteça o que acontecer e Ele quer nos transformar no melhor que podemos ser.(Gabrielle Lins de Souza)
Um comentário:
Oláaaaa, irmãosss!! muito supimpa esse blog, aliás como tudo que o super Rico cria, Parabéns! e os textos também são bons! Temos que usar todos os multimeios que temos hoje, com sabedoria e ciatividade, em prol da obra de Deus. Seja criando blogs, sites, videos, o que quer qu seja para a divulgação e propagação do amor de Deus. Levando ESPERANÇA E PAZ para todos aquele que precisam...
grande abraço!
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